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O impacto da música no alívio da dor neuropática: explore os benefícios terapêuticos


Você já imaginou que algo tão presente no nosso dia a dia como a música pode ajudar a aliviar dores intensas e persistentes1,2,3,4,5,6? Se você convive com a dor, essa informação pode abrir novas possibilidades para complementar seu cuidado.

No artigo a seguir, vamos conversar sobre como a música, mais especificamente a musicoterapia, pode atuar como aliada no enfrentamento da dor neuropática.

 

Música e dor neuropática: o que isso tem a ver?

A dor neuropática é um tipo de dor crônica complexa, que afeta a funcionalidade do paciente, impactando significativamente a qualidade de vida de quem convive com ela.1,5

Além dos tratamentos medicamentosos convencionais, algumas abordagens complementares têm ganhado destaque. É nesse ponto que a musicoterapia entra como uma ferramenta poderosa e acolhedora.1

A musicoterapia é uma prática terapêutica que utiliza elementos musicais - como ritmo, melodia e harmonia - para promover saúde e bem-estar. Ela é aplicada por profissionais qualificados que adaptam as sessões conforme as necessidades de cada paciente. Essa abordagem busca, principalmente, melhorar a comunicação, mobilizar emoções e restaurar funções cognitivas e físicas.1,2,3

 

E como ela ajuda na dor?

Estudos mostram que a música pode influenciar positivamente os sinais vitais e a percepção da dor.1 Ao ouvir música, nosso cérebro ativa áreas ligadas à recompensa, prazer e relaxamento, o que pode ajudar a reduzir a dor e o estresse. Além disso, a musicoterapia contribui para a diminuição da ansiedade e dos sintomas depressivos, comuns em quem convive com dores crônicas.4

Esses efeitos são ainda mais relevantes no caso da dor neuropática, já que ela envolve não apenas o físico, mas também o emocional e o social. A dor é uma experiência complexa, e a musicoterapia busca atuar exatamente nesses múltiplos aspectos.5

 

Tipos de intervenções musicais


 

Essas atividades ajudam o paciente a se expressar, se distrair da dor e se reconectar consigo mesmo e com os outros.6 E o melhor: não há contraindicações conhecidas para a maioria das pessoas.1

Por exemplo, ouvir música ao vivo ou relaxar com sons guiados pode auxiliar a baixar a pressão arterial e desacelerar a respiração - efeitos fisiológicos que reduzem a percepção da dor. Essa combinação de estímulos transforma a música em uma ferramenta valiosa e acessível.1,5

 

Evidências que apoiam essa prática

Pesquisas demonstram que pacientes que participaram de sessões de musicoterapia tiveram redução da dor, melhora no humor e na qualidade do sono.3 O envolvimento com a música ativa áreas cerebrais que liberam substâncias como a ocitocina, e reduzem o cortisol, hormônio do estresse.4

Além disso, essa prática promove o autoconhecimento e estimula a autoestima, o que é essencial no tratamento de doenças crônicas. A melhora na comunicação, no bem-estar emocional e no apoio social também são aspectos valorizados pelos pacientes.2

 

Música como complemento, não substituição

Vale lembrar que a musicoterapia não substitui o tratamento médico tradicional. Ela deve ser utilizada como complemento ao cuidado integral do paciente.1 Medicamentos, quando prescritos, e acompanhamento com profissionais da saúde continuam sendo essenciais no controle da dor neuropática.

Para saber mais sobre abordagens complementares no tratamento da dor neuropática, leia também o blog Abordagem multidisciplinar para o tratamento da dor: um olhar holístico para a saúde.

 

Em resumo: como a música pode ajudar?

Seja promovendo relaxamento, reduzindo a ansiedade ou ajudando na reabilitação emocional, a musicoterapia pode ser uma aliada importante no seu processo de tratamento.

Se você sente que precisa de algo além do convencional para lidar com a dor, converse com seu profissional de saúde sobre a possibilidade de incluir a musicoterapia em sua jornada de cuidado. Afinal, cuidar da dor é também cuidar da saúde como um todo.

 

Referências

  1. BRAZOLOTO, T. M. Musical interventions and music therapy in pain treatment: literature review. BrJP, v. 4, p. 369-373, 15 nov. 2021. Disponível em: https://brjp.org.br/article/10.5935/2595-0118.20210059/pdf/brjp-4-4-369-trans1.pdf. Acesso em: 22 abr. 2025.
  2. Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. Musicoterapia potencializa resultados de tratamentos de saúde e traz qualidade de vida aos pacientes. Disponível em: https://www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/chc-ufpr/comunicacao/noticias/musicoterapia-potencializa-resultados-de-tratamentos-de-saude-e-traz-qualidade-de-vida-aos-pacientes. Acesso em: 22 abr. 2025.
  3. Healthline. Music Therapy: What Is It and How Does It Work? Disponível em: https://www.healthline.com/health/sound-healing. Acesso em: 22 abr. 2025.
  4. MedCentral. Utilizing Music Therapy to Manage Chronic Pain. Disponível em: https://www.medcentral.com/pain/alternative-therapies/utilizing-music-therapy-manage-chronic-pain. Acesso em: 22 abr. 2025.
  5. American Music Therapy Association. Music Therapy for Pain Management. Disponível em: https://www.musictherapy.org/assets/1/7/FactSheet_Music_Therapy_for_Pain_Management_2021_4-22update.pdf. Acesso em: 22 abr. 2025.
  6. Cleveland Clinic. Using Music to Promote Physical and Psychosocial Healing. Disponível em: https://consultqd.clevelandclinic.org/all-the-right-notes-using-music-to-promote-physical-and-psychosocial-healing. Acesso em: 22 abr. 2025.

 

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BR-NON-2025-00155 - Agosto/2025